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Alpinismo industrial é opção na manutenção de fachadas

Enviada por   em  Monday, November 22, 2010

Pintura, limpeza e impermeabilização são alguns dos serviços feitos com técnicas de rapel.

A limpeza e a conservação de fachadas de prédios ganham técnicas especiais. Uma empresa de São Paulo faz o alpinismo industrial para executar serviços em grandes alturas. O método é inspirado em escaladas esportivas.

Os empresários José Alexandre Ratts e Amauri Aquino são alpinistas industriais. Eles estão no mercado desde o ano passado e fazem trabalhos como pintura, limpeza, troca de revestimento e impermeabilização de fachadas.

“A gente trabalha com clientes de grande porte, entre galpões, hotéis, shoppings, pegamos muito shoppings também, uma área muito abrangente”, contou o empresário José Alexandre Ratts.

José Alexandre e Amauri começaram com dois funcionários. Hoje, eles têm dez e estão contratando mais cinco. Em um condomínio, a equipe se prepara para mais um serviço.
O revestimento do prédio está literalmente caindo. É possível ver vários buracos na parede. Neste prédio, os alpinistas industriais vão recolocar cerca de 10 mil cerâmicas, uma a uma.
Os alpinistas sobem até o telhado do edifício de 16 andares. E checam os equipamentos.

“Um dos argumentos de venda do alpinismo industrial é que ele é mais barato que outros métodos de fazer o mesmo serviço e é mais barato porque é mais rápido. A economia está no tempo da mão de obra. Se nós tivéssemos que montar aqui um sistema de ancoragem com balancinho, demandaria muito equipamento e muito peso e transferência desse equipamento demoraria demais. Este método é em termos de 60 a 70% mais rápido”, afirmou Amauri Aquino, empresário.

A equipe prende dois equipamentos para a descida: o principal e o de segurança, chamado trava quedas. O primeiro passo é descobrir onde estão as cerâmicas danificadas.

“Estou mapeando, onde está esse barulho oco está ruim, onde está firme está bom”, explicou o alpinista industrial José da Silva.

Para montar o negócio, os empresários investiram 150 mil reais em compra de equipamentos, ferramentas e treino de pessoal. A empresa também faz seguro para os funcionários e para o condomínio. Neste negócio, a parte mais difícil é achar mão de obra especializada.

“A gente pega um pintor, por exemplo, e treina ele como profissional de rapel e isso tem uma demanda de tempo muito grande. Normalmente, o curso varia entre 15 dias a um mês”, comentou José Alexandre Ratts.

“Eu fiz curso já, eu tenho três certificados já de treinamento a altura, aprendi o rapel fazendo curso”, contou Tatiana Amaral, alpinista industrial.

Neste condomínio, a previsão é que o serviço seja concluído em três meses. O preço, 70 mil reais. Hoje, os empresários conseguem atender a cinco clientes por mês, num mercado que está em alta.

“A cada dia em são Paulo são entregues três empreendimentos, então se você for analisar, a gente consegue visualizar todos os nossos clientes. A previsão desse mercado pro ano que vem é que ele dobre”, disse José Alexandre Ratts.

O empresário Marcos Pissutti também é um alpinista industrial. Ele trabalha nas alturas, com uma equipe de doze profissionais. Em vez de montanhas, eles escalam as construções das grandes cidades.

“Nós fazemos limpeza, nós fazemos restauração de fachadas, de tanques, de silos, de caixa de água, linhas de vida, projetos e instalação de pontos de ancoragem”, afirmou o empresário Marcos Pissutti.

O empresário aprendeu o ofício como praticante de esportes radicais. Em 2005, Marcos trocou a natureza pelo concreto e investiu R$ 10 mil para montar o negócio. O dinheiro foi usado na compra dos equipamentos de alpinismo. O investimento voltou em apenas um ano. Hoje, o empresário faz cinco trabalhos por mês. E o preço também chega às alturas. Varia de dois mil a 200 mil reais. Neste ano, a procura por esse serviço cresceu 50%.

“Basicamente a gente vende segurança. O conceito não é vender o serviço em si. O serviço, no fundo, ele é até fácil de realizá-lo, mas muito mais vender a segurança. Nos procedimentos que envolvem um trabalho voltado à segurança, é onde a gente tenta conquistar um cliente apostando basicamente na segurança do trabalho”, disse Marcos Pissutti

O empresário e a equipe se preparam para mais um trabalho. Na verdade, um desafio: limpar o telhado de uma estação do metrô de São Paulo. São 35 metros de altura, o equivalente a um edifício de 12 andares. Os alpinistas checam os equipamentos.

“Cinto de segurança que é o cinto paraquedista. O freio, que vai na corda principal, quando você vai fazer um acesso vertical, trava quedas que é utilizado na corda de backup, na corda de segurança, o talabarte duplo, que é um talabarte pra movimentação vertical e lateral e os mosquetões que são epis e epces, que você utiliza na parte de ancoragem e nos conectores entre cinto e dispositivos de segurança”, explicou Marcos Pissutti.

Os alpinistas industriais vão de um lado para o outro. Com um pano, eles retiram a sujeira dos vidros e dos ferros, pedaço a pedaço.

“O trabalho consiste na limpeza interna, das estruturas e sustentação do telhado e nas paredes laterais”, completou Marcos Pissutti.

A limpeza desta estação do metrô demorou uma semana e custou R$ 14 mil.

“A manutenção visa garantir um excelente estado de conservação, tanto dos vidros quanto da estrutura que a sustenta”, afirmou Maurício Dimitrov, gestor de manutenção do metrô de São Paulo.

Um mercado literalmente em alta, o alpinismo industrial para limpeza e conservação de edifícios. Conheça o alpinismo industrial para limpeza e conservação de edifícios.

Fonte: PEGN


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