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Empregos em Franca/SP

Enviada por   em  Wednesday, June 02, 2004

Este texto faz parte de uma série de reportagens que o jornal da globo realizou sobre o mapa do emprego no Brasil e mosta a cidade de Franca em São Paulo, polo produtivo de calçados como sendo uma cidade em expansão de empregos.
Durante três meses, nossos editores listaram os municípios que, proporcionalmente, criaram mais empregos em 2003. A primeira parada da série é Franca, Interior de São Paulo.
O Brasil é o país do desemprego? Sim e não. "Sim" quando se olha para as estatísticas de cidades como São Paulo -- onde o desemprego beira os 20%. "Não" quando o foco se dirige para pequenos e médios municípios do interior.
A partir desta terça-feira você começa a ver os resultados desta pesquisa. Toda semana o Jornal da Globo vai mostrar regiões onde o desemprego não assusta.
A primeira delas é a de franca, no interior de São Paulo. Uma cidade que viveu maus bocados nos anos 90 por causa do câmbio e da defasagem tecnológica da indústria calçadista, que emprega 80% da mão de obra local.
Mas Franca deu a volta por cima graças à retomada das exportações. Em um ano, foram quase 5 mil vagas -- à frente de cidades muito maiores, como Campinas e Guarulhos. E é por Franca que começamos a traçar, no Jornal da Globo, o mapa do emprego no Brasil. A reportagem de hoje é de João Carlos Borda e Alexandre Sá.
Vista do alto, é só mais uma cidade próspera do interior de São Paulo, mas para entender o que é que Franca tem de tão especial, é preciso virá-la de ponta-cabeça. Franca faz sapatos para o Brasil e para o mundo. Foram 32 milhões de pares de sapatos no ano passado, 20% para exportação.
A cidade cria muitos empregos porque o setor de calçados tem o que os economistas chamam de cadeia produtiva complexa. Seu Lira, 54 anos na maior fábrica de solados do Brasil, explica. "Para fazer um solado, precisa de uma matriz. Quem faz essa matriz é um metalúrgico. Quem desenvolveu essa forma foi um engenheiro. Para chegar no solado, para desenvolver essa borracha que é sintética teve o trabalho de um químico”.
Mas até agora só falamos da sola. E o couro? Para o sapato ter qualidade, o trabalho começa aqui. Estes bezerros, que só têm quarenta dias, vêm recebendo todos os cuidados e medicamentos para não serem atacados por parasitas. Quando estiverem desse tamanho, vão ter o couro tão bom assim. Mas não é só isso.
Na cerca do curral, em vez de arame farpado, arame liso. Em vez de parafuso convencional, um sem pontas, que não arranha o bicho. É claro que para garantir todo este tratamento de primeira, é preciso criar empregos.
Um deles será o da futura veterinária Vânia. "Se você fosse pensar só só pra carne, você não teria que tar preocupado tanto com o manejo de... Do gado com a qualidade exterior dele, qualidade do couro. "Tanto cuidado tem preço...e alto. "Tem veterinário ganhando R$ 8 mil com isso”, diz ela..
Assim que o boi vira couro, ele vem para o curtume. No começo as peles são todas iguais, mas elas ganham cores, texturas e acabamentos bem diferentes. Graças aos químicos.
"Aqui no Brasil existe uma tendência crescente desse setor evoluir. O Brasil é um grande celeiro de tecnologias e produtos relacionados à indústria do couro", comenta o engenheiro químico Miguel Carlos França.
Tito conhecia bem estas tecnologias, mas da Argentina. Ele, que já foi um poderoso industrial lá, virou diretor técnico aqui. "O que aconteceu? Você era dono de uma fábrica num país com uma tradição muito grande na produção de couro e agora você está aqui no Brasil trabalhando?”, pergunta o nosso repórter.
“É, eu era fornecedor desta empresa, mas situações políticas e econômicas me obrigaram a fechar a fábrica. Em meu país, lamentavelmente muitas pessoas, deixaram de fazer o que gostavam porque não tem mais campo. Eu pude conseguir continuar aqui em um país e em uma cidade que me abriram as portas sem problema”, diz Tito.
O sapato não cria só empregos. Cria profissões. “Um produtor de moda calçadista faz os catálogos. Faz a produção de moda do catálogo. Eu vou para Europa duas vezes por ano, ver pesquisa de mercado. Que é que vai usar, qual a cor que vai usar. Ganha-se bem. É um bom salário por ser uma profissão que não é tão comum, não se tem muito no Brasil”, explica o produtor Emerson Martins.
Franca vive calçado, respira calçado. Não come calçado, mas ele está lá, até na decoração da pizzaria e nos lucros de Luciano. “Tenho a pizzaria há dez meses. Nesse tempo eu já recebi em torno de oito mil cheques. Sem fundos, apenas um. Foi o primeiro, espero que seja o último também", diz Luciano.
Se os empregos indiretos estão em toda parte, os diretos estão no chão da fábrica. "Quando eu cheguei aqui, a fila era enorme, tinha mais de 100 pessoas na fila. Ah, eu fiquei com medo. Eu não tinha experiência. Aí eu fiquei assustada, falei "será que eu vou conseguir?", mas eu não desisti. Nossa, eu fiquei muito feliz quando eu consegui, nem imagino, no meio de mais de 100 pessoas. Eu dentro delas, né?”, comenta a operária Nalva Alves Pereira.
A falta de experiência não foi problema porque Nalva teve a ajuda de Oswaldo -- 20 anos de fábrica. Além da cidade natal em Minas, Oswaldo deixou pra trás uma realidade que hoje ele só vê na televisão.
"A gente vê nos noticiários, é tanto desemprego. Graças a Deus nós estamos numa cidade que todo o pessoal que trabalha tem seus direitos reservados, carteira de trabalho assinada, seu décimo terceiro, suas férias, seu fundo de garantia. Então pra mim, é um orgulho. Tenho certeza de que carteira assinada é um documento de cidadão para o trabalhador. É um documento que ele tem que ter orgulho de está se carregando", diz Oswaldo.
Franca continua contratando e pretende empregar mais gente ao longo de 2004 -- pelo menos esta é a intenção dos empresários com quem o Jornal da Globo conversou, mas se você pretende tentar a sorte por lá, tome alguns cuidados. Antes de pegar o primeiro ônibus para a cidade, é preciso ter em mente que qualificação é fundamental. Um bom planejamento pode ajudar a chegar lá -- e o Jornal da Globo dá as dicas.
ONDE PROCURAR
O primeiro lugar a se procurar é o Senai de Franca -- onde há cursos para todas as funções.
Das mais simples, como o pesponto, que é a costura do sapato -- ao design de calçados com programas de computador. Há cursos de longa duração que formam especialistas na cadeia produtiva do calçado.
Para quem já tem experiência e quer emprego na linha de produção, o melhor a fazer é procurar o Sindicato dos Sapateiros de Franca -- que faz o contato entre as indústrias e os candidatos. Também é possível preencher uma ficha no posto de atendimento ao trabalhador, do governo do estado de São Paulo -- que encaminha os candidatos para as empresas da região. Os salários mais baixos nas indústrias e curtumes são de R$ 340 -- a remuneração aumenta de acordo com a qualificação do trabalhador.

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