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O Mito da Caverna

Enviada por   em  Wednesday, March 15, 2006

No livro VII da República, Platão narra o Mito da Caverna, alegoria da teoria do conhecimento e da paidéia platônicas.

Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um alto muro, cuja entrada permite a passagem da luz exterior. Desde seu nascimento, geração após geração, seres humanos ali vivem acorrentados, sem poder mover a cabeça para a entrada, nem locomover-se, forçados a olhar apenas a parede do fundo, e sem nunca terem visto o mundo exterior nem a luz do Sol. Acima do muro, uma réstia de luz exterior ilumina o espaço habitado pelos prisioneiros, fazendo com que as coisas que se passam no mundo exterior sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna. Por trás do muro, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras de homens, mulheres, animais cujas sombras são projetadas na parede da caverna. Os prisioneiros julgam que essas sombras são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são os seres vivos que se movem e falam. Um dos prisioneiros, tomado pela curiosidade, decide fugir da caverna. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões e escala o muro. Sai da caverna, e no primeiro instante fica totalmente cego pela luminosidade do Sol, com a qual seus olhos não estão acostumados; pouco a pouco, habitua-se à luz e começa ver o mundo. Encanta-se, deslumbra-se, tem a felicidade de, finalmente, ver as próprias coisas, descobrindo que, em sua prisão, vira apenas sombras. Deseja ficar longe da caverna e só voltará a ela se for obrigado, para contar o que viu e libertar os demais. Assim como a subida foi penosa, porque o caminho era íngreme e a luz ofuscante, também o retorno será penoso, pois será preciso habituar-se novamente às trevas, o que é muito mais difícil do que habituar-se à luz. De volta á caverna, o prisioneiro será desajeitado, não saberá mover-se nem falar de modo compreensível para os outros, não será acreditado por eles e correrá o risco de ser morto pelos que jamais abandonaram a caverna.
A caverna, diz Platão, é o mundo sensível onde vivemos. A réstia de luz que projeta as sombras na parede é um reflexo da luz verdadeira (as idéias) sobre o mundo sensível. Somos os prisioneiros. As sombras são as coisas sensíveis que tomamos pelas verdadeiras. Os grilhões são nossos preconceitos, nossa confiança em nossos sentidos e opiniões. O instrumento que quebra os grilhões e faz a escalada do muro é a dialética. O prisioneiro curioso que escapa é o filósofo. A luz que ele vê é a luz plena do Ser, isto é, o Bem, que ilumina o mundo inteligível como o Sol ilumina o mundo sensível. O retorno à caverna é o diálogo filosófico. Os anos despendidos na criação do instrumento para sair da caverna são o esforço da alma, descrito na Carta Sétima, para produzir a "faísca" do conhecimento verdadeiro pela "fricção" dos modos de conhecimento. Conhecer é um ato de libertação e de iluminação.
O Mito da Caverna apresenta a dialética como movimento ascendente de libertação do nosso olhar que nos libera da cegueira para vermos a luz das idéias. Mas descreve também o retorno do prisioneiro para ensinar aos que permaneceram na caverna como sair dela. Há, assim, dois movimentos: o de ascensão (a dialética ascendente), que vai da imagem à crença ou opinião, desta para a matemática e desta para a intuição intelectual e à ciência; e o de descensão (a dialética descendente), que consiste em praticar com outros o trabalho para subir até a essência e a idéia. Aquele que contemplou as idéias no mundo inteligível desce aos que ainda não as contemplaram para ensinar-lhes o caminho. Por isso, desde Mênon, Platão dissera que não é possível ensinar o que são as coisas, mas apenas ensinar a procurá-las.
Os olhos foram feitos para ver; a alma, para conhecer. Os primeiros estão destinados à luz solar; a segunda, à fulguração da idéia. A dialética é a técnica liberadora dos olhos do espírito.
O relato da subida e da descida expõe a paidéia como dupla violência necessária: a ascensão é difícil, dolorosa, quase insuportável; o retorno à caverna, uma imposição terrível à alma libertada, agora forçada a abandonar a luz e a felicidade. A dialética, como toda a técnica, é uma atividade exercida contra uma passividade, um esforço (pónos) para concretizar seu fim forçando um ser a realizar sua própria natureza. No Mito, a dialética faz a alma ver sua própria essência (eîdos) - conhecer - vendo as essências (idéia) - o objeto do conhecimento -, descobrindo seu parentesco com elas. A violência é libertadora porque desliga a alma do corpo, forçando-a a abandonar o sensível pelo inteligível.
O Mito da Caverna nos ensina algo mais, afirma o filósofo alemão Martin Heidegger, num ensaio intitulado "A doutrina de Platão sobre a verdade", que interpreta o Mito como exposição platônica do conceito da verdade. Deste ensaio, destacamos alguns aspectos:
1) O Mito da Caverna estabelece uma relação interna ou intrínseca entre a paidéia e a alétheia: a filosofia é educação ou pedagogia para a verdade. O Mito propõe uma analogia entre os olhos do corpo e os olhos do espírito quando passam da obscuridade à luz: assim como os primeiros ficam ofuscados pela luminosidade do Sol, assim também o espírito sofre um ofuscamento no primeiro contato com a luz da idéia do Bem que ilumina o mundo das idéias. A trajetória do prisioneiro descreve a essência do homem (um ser dotado de corpo e alma) e sua destinação verdadeira (o conhecimento das idéias). Esta destinação é seu destino: o homem está destinado à razão e à verdade. Por que, então, a maioria permanece prisioneira da caverna? Porque a alma não recebe a paidéia adequada à destinação humana. Assim, a paidéia, alegoricamente descrita no mito, é "uma conversão no olhar", isto é, a mudança na direção de nosso pensamento, que, deixando de olhar as sombras (pensar sobre as coisas sensíveis), passa a olhar as coisas verdadeiras (pensar nas idéias). E, observa Heidegger, não foi por acaso que Platão escolheu a palavra eîdos para designar as idéias ou formas inteligíveis, pois eîdos significa: figura e forma visíveis. O eîdos é o que o olho do espírito, educado, torna-se capaz de ver.
2) O Mito da Caverna recupera o antigo sentido da alétheia como não-esquecimento e não-ocultamento da realidade. Alétheia é o que foi arrancado do esquecimento e do ocultamento, fazendo-se visível para o espírito, embora invisível para o corpo. A verdade é uma visão, visão da idéia, do que está plenamente visível para a inteligência e, por ser visão plena, a verdade é evidência.
3) A idéia do Bem, correspondente ao Sol, não só ilumina todas as outras, isto é, torna todas as outras visíveis para o olho do espírito, mas é também a idéia suprema, tanto porque é a visibilidade plena quanto porque é a causa da visibilidade de todo o mundo inteligível. A filosofia, conhecimento da verdade, é conhecimento da idéia do Bem, princípio incondicionado de todas as essências. Assim como o Sol permite aos olhos ver, assim o Bem permite à alma conhecer. A luz é a meditação entre aquele que conhece e o aquilo que se conhece.
4) O Mito possui ainda um outro sentido pelo qual compreendemos por que Platão é o inventor da razão ocidental. De fato, na origem (como vimos em nosso primeiro capítulo), a palavra alétheia é uma palavra negativa (a - létheia), significando o não esquecido, não escondido. Com o Mito da Caverna, porém, a verdade, tornando-se evidência ou visibilidade plena e total, faz com que a alétheia perca o antigo sentido negativo e ganhe um sentido positivo ou afirmativo. Em lugar de dizermos que o verdadeiro é o não escondido, Platão nos leva a dizer que a verdade é o plenamente visível para o espírito. A verdade deixa de ser o próprio Ser manifestando-se para tornar-se a razão que, pelo olhar intelectual, faz da idéia a essência inteiramente vista e contemplada, sem sombras. A verdade se transfere do Ser para o conhecimento total e pleno da idéia do Bem. Com isto, escreve Heidegger, a verdade dependerá, de agora em diante, do olhar correto, isto é, do olhar que olha na direção certa, do olhar exato e rigoroso. Exatidão, rigor, correção são as qualidades e propriedades da razão, no Ocidente. A verdade e a razão são theoría, contemplação das idéias quando aprendemos a dirigir o intelecto na direção certa, isto é, para o conhecimento das essências das coisas.

Marilena Chaui

Fonte: O Cortiço Filosófico


Comentários:

O Mito da Caverna
Por   rolfrj@yahoo.com.br  em Friday, May 19, 2006

 

 

Olá! Formigas e Formigões

 

Li e reli, embora já conhecesse, fiquei a pensar e repensar(é meu estilo)

e no comparativo com nosso munto EaD, fico fazendo uma linha direta entre diversos  comportamentos de e-alunos /clientes:

 

Aquele que sente medo de se expor: acessam o ambiente e jamais participam de nada, repentinamente, resolvem passar em nossa Comunidade, quebrando seus medos e incertezas,  de uma hora para outra começa a compartilhar e crescer em conjunto;

 

Aquele que nao se mostra e fica olhando as sombras imaginando: entra mudo e sai calado;

 

Aquele que se integra e participa intensamente, trazendo experiencias: colaborando e finalizando o curso meritoriamente;

 

Aquele que nao iniciao curso:  ficando no fundo da caverna e nem sombras conseguem enxergar;

 

Papel do Educador:

 

O Tutor neste momento atua como um Maestro, orquestrando a todos e valorizando uma a um, suas sensibilidades, experiencias e facilitando a troca de conhecimentos, utilizando para isso sua "batuta" (as mais diversas técnicas) para favorecer a mudança de ambiente,  que os aprisiona - "prisioneiro" .- sem a falta do conhecimento especifico.

 

Nem sempre conseguindo, pois para achar o cume da montanha foi muito dificil e para voltar nem sempre é factivel o caminho, por ves é arduo e ingrema. 

Ele tenta, tenta e tenta...

 

Abraços a todos(as) especialmente,  para as Formigas Rainhas:

 

Marcia e Maria Angela

 

Rolf  IPGN

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Receitas x Paradigmas
Por   leomarterra@yahoo.com.br  em Friday, May 12, 2006

Continuando...

 

Talvez sejamos frutos das nossas histórias passadas, pois ainda estamos muito amarrados em receitas, cheios de filtros, e isso nos inibe, tolhe a nossa capacidade criativa.

 

Quando tomamos conhecimento dos conteúdos de textos iguais aos que estão sendo disponibilizados aqui na Comunidade, promovemos reflexão de nossos atos passados e recentes e olhamos para o futuro... ficamos abismados!

 

Ainda bem que abismados ao perceber que poderemos crescer ... e muito!

 

Até,

Leomar Terra - CVMM/GO.

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Mito das Cavernas
Por   luizsampaio@hs24.com.br  em Friday, May 12, 2006

Peres, Leomar e demais amigos,

 

Da mesma forma que observamos estas realidades, de crescimento diferentes, observamos posições diferentes em pessoas que tiveram os mesmos aprendizados, as mesmas experiências.

Estas diferenças surgem no seio das famílias, nas comunidades com formas de vidas parecidas, nas regiões.

 

Luiz de Souza Sampaio

CVMM/AL.

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Reflexos do mito da caverna na gestão de marketing
Por   kleverton-carvalho@uol.com.br  em Tuesday, May 09, 2006

Turma,

 

Penso que  o  mito  da caverna nos traz grandes reflexões, em especial para quem lida diretamente com marketing nas micro e pequenas empresas.

 

Quantas e quantas vezes o que dizemos ser "intuição", não gestão de mkt, não passa de  nossas idéias pré-concebidas??????    Daí porque é  preciso minimizar  as sombras dos estereótipos por nós  criados,  rumo a uma visão do  mercado mais  centrada em dados reais.

 

Vencer a nossa limitação,  sairmos da  caverna, não é algo fácil.

 

Abraços,

 

Kleverton

CVMM-Aracaju

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É possível se livrar do mito?
Por   jperes@terra.com.br  em Monday, May 08, 2006

O texto é emblemático sobre o funcionamento de aquisição de novas idéias pelo ser humano.

Não me recordo do autor mas há uma frase para caminharmos na análise do texto: "Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo!"

Alguns fatores que levo em consideração para esta análise são:
- Os seres vivos tendem a uma natural acomodação ao seu meio, com a finalidade de viver em harmonia, com adaptação constante;
- A espécie humana, com sua mente notadamente complexa procura "em algumas ocasiões" quebrar esta acomodação, a fim de exercitar seu potencial criativo e satisfazer novas necessidades que nem sempre são vitais à sua sobrevivência;
- Há uma natural resistência à aquisição do que é novo, mas a mente corretamente treinada também desenvolve uma inércia de movimento, ou seja, uma vez estimulada, pode produzir novas idéias de forma autônoma.

Desta forma, a aprendizagem, a partir da existência do significado pessoal para novas aquisições passa a fluir de forma totalmente inovadora.

 

Jorge Peres - Dinamizador CVMM
Mato Grosso do Sul

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O Mito da Caverna
Por   helo.consultora@terra.com.br  em Monday, May 08, 2006

Olá! Pessoal
 
É uma satisfação ampliar estes comentários e para esta ocasião, soltei os grilhões, do meu lado poético sobre o assunto.

Tomo a liberdade de criar:
 
        Do Mito ao Logus

                                                 (Eloísa Freire Rodrigues em 08/05/2006)
 
Sobre as coisas que me falaram sobre a vida,
No vulto inconstante do destino que ora dança,
Ora some...

Ouço e penso na minha própria desdita
Com a mesma leveza que a minha alma corre distraída...

Tento em vão interpretar a existência
Do meu destino e do teu ser
Porque em cada vulto o mundo lá fora se insinua...

Na doce ilusão de quem não enxerga
Surge a compulsão que me é desconhecida;

Trôpega vou levando meus pesados pés,
Na ânsia eterna de uma subida íngreme ou mesmo,

De um grito que ecoa dos meus próprios medos
Na busca incessante do novo e do belo;
 
E  na compromissada ação da propagação da luz
Que através do sol que ilumina o meu próprio fundo;

Na gostosa sensação do avançar,
E, na eterna conquista do longíncuo cume
A tênue liberdade que intrínseca  se vai..

Existe, enfim,  a vida gritando por si mesma, como
Se antes da tua própria sombra, assombrasse o próprio Mundo

Escondido na obscuridade,  sente a dor do que nada existe
Além do seu próprio ser e na repercussão que no meio Osculta
Do compartilhar para crescermos juntos.

 

Helô CVMM RJ

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MITO
Por   erenitaclimaco@terra.com.br  em Monday, May 08, 2006

A realidade é que as receitas de sucesso do passado em certos casos são receitas do fracasso hoje. A quebra dos paradigmas e de velhas crenças tem de estar presentes para aqueles que pretendem evoluir sempre!!

 

Erenita-CVMM

Brasília-DF

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Somos seres em evolução
Por   leomarterra@yahoo.com.br  em Monday, May 08, 2006

J Peres e demais!

 

Ainda comentando o Mito da Caverna: somos seres espirituais em constante evolução, portanto, alguns se libertarão outros ainda não, talvez um pouco mais adiante; 'novos' escravos do mito virão e assim caminharemos rumo ao nosso crescimento e aperfeiçoamemento.

 

Leomar Terra, CVMM/GO.

 

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Mito
Por   luizsampaio@hs24.com.br  em Monday, May 08, 2006

Amigos,

Lendo o comentário do Peres,.vejo três vertentes bem definidas e claras.

 

Sempre nos deparamos com o conservadorismo, pessoas que teimam em não aceitar o novo, em não buscar novos conhecimentos, sempre se apegando ao velho, ao ultrapassado, sem buscar aprender coisas novas, tirando proveito dos mesmos e comparando o resultando com o antigo.

 

Outro segmento diz respeito aos que correm para o novo, sem saber se e vantajoso, se realmente o custo benefício se faz justificar as mudanças, sem analisar seu mercado consumiudor.

 

O mais coerente, analisa a necessidade, o custo desta nava implantação, da aplicabilidade destes novos conceitos e da seu resultado favorável a questão envolvida na mudança.

 

O novo sempre, desde que se faça necessário, seja benefico.

 

Luiz de Souza Sampaio

Tutor CVMM / AL

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O MITO DA CAVERNA.
Por   robertofrocha@ibestvip.com.br  em Monday, May 08, 2006

Amigos,

 

O texto nos mostra a dialética, representada pela ferramenta de “ruptura dos grilhões”,  que irá conduzir o ser para a luz das idéias.

Fica claro também, a existência de dois tipos de movimentos: A dialética ascendente e a descendente, sendo esta última, a prática com os outros do trabalho para subir até a essência e a idéia. Aquele que contemplou as idéias no mundo inteligível desce aos que ainda não as contemplaram para ensinar-lhes o caminho.
Portanto, ao meu ver, propiciou-me uma reflexão sobre a função do educador.

 

Abraços,

Roberto Rocha

Bsb- APF

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O Mito da Caverna
Por   pbarata@vcnet.com.br  em Monday, May 08, 2006

O Mito da Caverna é um simbolismo do homem que se liberta da ignrância, sofre inicialmente por mudar sua condição de aprisionado e descobre cor, formas e luz e se apaixona pelo saber. Deseja compartilhar com os que ainda não a descobriram e tenta compapartilhar suas descobertas. Mas, como sempre é rechaçado pela ignorância e quase que expulso de seu convivio, mas sempre atraei alguns e asssim a vida continua,,,Com os que buscam a sabedoria e outros que não se libertam da mediocridade.

 

Paulo Barata

 

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É possível se livrar do mito?
Por   jperes@terra.com.br  em Sunday, May 07, 2006
O texto é emblemático sobre o funcionamento de aquisição de novas ideías pelo ser humano. Não me recordo do autor mas há uma frase para caminharmos na análise do texto: "Nada posso lhe dar que já nào exista em você mesmo!" Alguns fatores que levo em consideração para esta análise são: - Os seres vivos tendem a uma natural acomodação ao seu meio, para viver em harmonia, sem que ocorra quebra de paradigmas de forma sistemática e sim adaptação constante; - A espécie humana, com sua mente notadamente complexa procura "em algumas ocasiões" quebrar esta acomodação, a fim de exercitar seu potencial criativo e satisfazer novas necessidades que nem sempre são vitais à sua sobrevivência; - Há uma natural resistência à aquisição do que é novo, mas a mente corretamente treinada também desenvolve uma inércia de movimento, ou seja, uma vez estimulada, pode produzir novas idéias de forma autônoma. Desta forma, a aprendizagem, a partir da existência do significado pessoal para novas aquisições passa a fluir de forma totalmente inovadora. Jorge Peres - Dinamizador CVMM Mato Grosso do Sul

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Mito da Caverna
Por   carmen.ead@uol.com.br  em Sunday, May 07, 2006

Boa tarde a todos!

 

Uma das várias leituras que podemos fazer desse mito é sobre a percepção e a realidade. Deixo minha consideração com uma frase de Nietzsche...

 

"Todo homem que for dotado de espírito filosófico há de ter o pressentimento de que, atrás da realidade em que existimos e vivemos, se esconde outra, muito diferente, e que, por consequência, a primeira não passa de uma aparição da segunda.

 

Abraços da Carmen

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O Mito da Caverna
Por   ivanaead@uai.com.br  em Wednesday, May 03, 2006
O Mito da Caverna

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O Mito da Caverna
Por   ivanaead@uai.com.br  em Wednesday, May 03, 2006

Olá Pessoal,

 

Destaco um trecho que me chamou muita atenção:

 

"O Mito da Caverna apresenta a dialética como movimento ascendente de libertação do nosso olhar que nos libera da cegueira para vermos a luz das idéias."

Precisamos nos libertar para construir o conhecimento e enxergar as possibilidades dessa construção.

 

abraços,Ivana_AE

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Caverna
Por   luizsampaio@hs24.com.br  em Wednesday, May 03, 2006

Amigos EaD,

 

Interessante o texto.

Como é diferente ver com os olhos é ver com aalma, com a linguagem interna.

Com os olhos temos uma visão do real, do que esta acontecendo.

Com a  alma, analizamos, refletimos e tiramos nossas conclusões.

 

Vamos aprendendo !

 

Sorte e Paz

Luiz Sampaio

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O Mito da Caverna.
Por   maurolcarvalho@yahoo.com.br  em Tuesday, May 02, 2006

Boa noite!

 

Num trecho da leitura observei: "O Mito da Caverna apresenta a dialética como movimento ascendente de libertação do nosso olhar que nos libera da cegueira para vermos a luz das idéias. 

E num outro momento, pela forma enfática, detive-me neste parágrafo, pois tem tudo a ver com a minha observação anterior: Os olhos foram feitos para ver; a alma, para conhecer. Os primeiros estão destinados à luz solar; a segunda, à fulguração da idéia. A dialética é a técnica libertadora dos olhos do espírito.

 

Um abraço.

Mauro - CVMM/RJ

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O Mito da Caverna
Por   leomarterra@yahoo.com.br  em Monday, May 01, 2006

Boa tarde, boa noite, bom dia!

 

Fiz uma primeira leitura do texto e percebi que o conteúdo é bastante interessante.

 

Aproveitando para fazer um teste de remessa da mensagem, destaco uma frase que meu chamou a atenção... "Conhecer é um ato de libertação e de iluminação."

 

Leomar Terra, CVMM/GO.

 

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O MITO DA CAVERNA
Por   erenitaclimaco@terra.com.br  em Sunday, April 30, 2006

 

Olá Maria Angela e All,

 

Para mim a principal reflexão que ficou foi a de romper os paradigmas e descobrir e redescobrir nossas forças e potencialidades que escondemos na caverna, livrando-se dos preconceitos e de velhas crenças que foram sucesso no passado, mas não cabem na realidades atual - Erenita

 

"Platão sugere uma suposição que ilustra a maneira como admitimos a realidade. Como chegamos a decidir o que é e o que não é real, como nos deixamos ater aos modelos criados para resumir a realidade, para que seja possível apreendê-la.

     Suponha que homens tenham sido criados com uma visão um tanto quanto incomum da realidade. Confinados em uma caverna, com a visão fixa em uma parede no fundo dessa, onde se projetam as sombras de todas as coisas que passam na entrada da caverna, de onde vem a luz.

     A única perspectiva que têm da vida são essas sombras, que descrevem o contorno de homens, objetos e animais que porventura bloqueiam parte da luz que entra na caverna. Com o tempo, esses homens vão aprendendo a identificar as figuras e a julgá-las reais, sendo que foi a única realidade a que foram apresentados.

     Se um desses homens for libertado dessa condição, e chegar a olhar para o outro lado, contemplando a luz, de início não compreenderia nada, nem conseguiria enxergar muita coisa. Se fosse apresentado aos objetos reais, que há tanto tempo ele julga serem somente forma, também não conseguirá de imediato associá-los com o que pensa ser real."

 

Abraços,

Erenita CVMM-

Brasília-DF


 

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Mito da caverna
Por   ma.angela@terra.com.br  em Thursday, March 30, 2006

Olá gs

 

Lembram da versao do Mito da Caverna do Mauricio de Souza que trabalhamos?

 

Alguem se lembra a natureza da reflexao que fizemso a partir deste mito adaptado?

 

[]s

 

Maria Angela 

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O Mito da Caverna
Por   isabel@lavorosjc.com.br  em Wednesday, March 15, 2006

Boa Noite

 

esta é a segunda tentava de inserir um texto como comentário

no assunto, vamos ver se agora vai :-)


Li as primeiras linhas do artigo e logo me veio a mente

os quadrinhos que a Maria Angela nos apresentou

numa de nossas reuniões.

 

Lerei todo o texto com calma amanha para postar (?)

minhas opiniões

 

Boa Noite a todos

Isabel

 

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O Mito da Caverna
Por   isabel@lavorosjc.com.br  em Wednesday, March 15, 2006

Boa Noite Amigos...

 

Na verdade li as primeiras linhas do texto, estou fazendo um teste

para ver se consigo ou não postar.

 

Lembrei-me de imediado do quadrinhos que a Maria Angela nos mostrou

certa vez sobre um homem e uma caverna, vocês lembram??

 

(vejam só o que eu lembrei - imagensss kkkk)

 

Lerei o texto e se tudo der certo volto com meus comentários.

 

Grande abraço

Isabel Lima

 

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